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Saulo Mendonça receberá Diploma do Mérito Cultural dia 13 e lançará nova obra

Terça, 03 de Fevereiro de 2009 21h44


O poeta paraibano Saulo Mendonça recebe Diploma do Mérito Cultural "José Américo de Almeida" dia 13, às 19h30 no Esporte Clube Cabo Branco (Miramar) e, ao mesmo tempo, ele comemora o fato de  seu livro "Pirilampo", de haikai, ter sido selecionado pela Secretaria Estadual de Educação para ser adotado em sala de aula, nas escolas da rede estadual de ensino médio.

Este ano, comemora seus trinta e três anos de produção literária, lançando dois livros: "O outro lado da palavra" - elucidário, (333 verbetes) e "Luz de Musgo" (33 haikais), pela editora Sal da Terra. O livros serão lançados numa sessão solene da Câmara Municipal de João Pessoa, que - na ocasião - prestará uma justa homenagem ao poeta, no restaurante do Esporte Clube Cabo Branco, dia 13 de fevereiro do corrente ano.

Segundo Francisco Dantas, prefaciador de "O outro lado da palavra", "no livro há valores, há conotações variadas. Há valores evocativos relativos à origem geográfica, às condições sociais, biológicas e psicológicas dos falantes. Enfim, o trabalho de Saulo Mendonça caracteriza-se como expressão de sua subjetividade, de sua visão pessoal do material lingüístico por ele levantado e no qual se refletem aspectos lúdicos, aspectos ideológicos e aspectos poéticos, além de outros."

De tal tarefa, adianta Dantas, o que resulta é a exposição, a ser apreciada, da maneira como o poeta Saulo Mendonça capta novos sentidos, novas conotações, em palavras que, certamente, lhe chamaram a atenção.

Já a escritora paraense Rose Mendes, que prefaciou "Luz de Musgo", o terceiro livro de Saulo Mendonça no gênero haikai, diz que o livro "expressa todas as qualidades desse grande poeta que, na concha protetora da timidez, acolhe sua grande sensibilidade, também haikaísta. E conclui: Os sedutores tríplices versos... levam-nos a um mergulho, no sentido do real. "Luz de Musgo" cruzou o céu... fecundou a terra... enflorou!

Para Olga Savary, a primeira mulher a escrever haikai no Brasil, "Saulo Mendonça é uma dicção diferente no haikai brasileiro. Não é pouco falar que um autor tem voz própria. Foi o que me disse Carlos Drummond quando eu começava: que eu tinha uma coisa que valia demais, algo que poetas com toda uma vida literária percorrida poderiam não ter alcançado e que era a marca própria. Esse foi o maior elogio que recebi. Pelo menos o que me marcou fundo. Essa é uma apreciação que, por minha vez, posso fazer a respeito dos haikais de Saulo Mendonça, cuja marca inconfundível ele sabe dominar, agradar e encantar".

Saulo Mendonça, segundo o crítico e poeta Daniel Sampaio, "é um daqueles poetas que permanecem no ar propagando luz. Celebrado nacional e internacionalmente, com haikais traduzidos para o espanhol e japonês, é considerado um dos melhores do estilo no Brasil, integrando antologias como a dos "100 Haikaístas Brasileiros" (1990) e "Natureza - Berço do Haikai" (1996), ao lado de Paulo Leminski, Millôr Fernandes e Olga Savary".

O poeta e crítico literário Amador Ribeiro Neto, professor da UFPB, enfoca que, durante a leitura dos haikais de Saulo Mendonça, o leitor vê-se hesitante entre avançar na fluição de novos poemas ou deleitar-se mais um pouco com o poema lido. Por isto mesmo, ele é um poeta que tem o que dizer a todos os leitores.

Os haikais de Saulo, traduzidos para o espanhol, foram divulgados em mais de setenta países do continente, através da revista colombiana "Neblina", editada pelo presidente da Associação Colombiana de haikaístas, Humberto Senegal.

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