Sábado, 01 de Setembro de 2007 08h51
A exposição intitulada "A César o que é de César", do artista plástico Jerrier Alves, que está sendo promovida no Museu de Artes Assis Chateaubriand, está chamando a atenção dos campinenses e causando polêmica entre os visitantes. O artista responsável diz que o objetivo das 23 obras expostas, incluindo esculturas e pinturas, é mostrar o lado obscuro das religiões, principalmente da Igreja Católica.
As obras ficarão expostas até o dia 21 de setembro, no horário das 8 às 12 horas e das 14 às 21 horas.
O artista provoca as religiões e demonstra uma visão que contradiz os dogmas da Igreja Católica, abordando a sexualidade de personagens bíblicos e até mesmo de Jesus Cristo. Uma das obras expostas, denominada "Jesus e Madalena", exibe a imagem dos dois praticando sexo."Isto é ridículo, não se pode brincar com a imagem de Jesus", disse a dona-de-casa Rita de Cássia, que afirmou estar indignada com o teor das pinturas. Em outra obra, o artista chega a comparar Deus aos órgãos genitais do ser humano.
No quadro "Prostitutas da mesma esquina", o artista faz uma relação do trabalho de padres e pastores evangélicos com práticas de prostituição e retrata os representantes das duas igrejas em poses de prostitutas em uma esquina.
A exposição ainda trata de temas polêmicos, como uma suposta relação homossexual envolvendo o discípulo Pedro e o apóstolo Paulo, que aparecem se beijando, conforme a visão do artista. Além das obras, o artista faz uma apologia a história de Nossa Senhora Aparecida e a compara a um porco. No local, foi colocada uma escultura do animal com o intuito de arrecadar dinheiro.
O artista Jerrier Alves falou sobre a exposição e disse que está sendo perseguido depois que o trabalho dele passou a ser exposto no Museu de Artes Assis Chateaubriand. "Fui demitido da escola onde trabalhava como professor de Educação Artística por pressão dos pais dos alunos", disse Jerrier. Ele ressaltou que decidiu realizar a exposição para mostrar que as pessoas são vítimas há milhares de anos das religiões que trabalham com "metas capitalistas".
Jerrier afirmou que teve uma educação católica, mas se diz um deísta, alguém que crê na existência de um Deus ou ser supremo, porém não acredita em religião revelada. "Eu desafio qualquer padre ou pastor a provar que estão falando a verdade, sou capaz de colocar minhas obras em via pública e queimá-las se eles me provarem isso", disse o artista.
O artista argumentou que para produzir as pinturas e esculturas se baseou em passagens bíblicas e pensamentos de filósofos como Nietzsche, Russeau, entre outros.
Mais informações nas edições dos jornais O Norte e Diário da Boborema deste sábado.
Fonte: Da Redação
Quadros mostram personagens bíblicos, como Jesus Cristo, em cenas eróticas
