Quinta, 17 de Fevereiro de 2005 17h52
O dólar encerrou em baixa nesta quinta-feira, negociado a R$ 2,563, a menor cotação desde 3 de junho de 2002. Ingressos de recursos, atraídos pela alta do juro brasileiro, contribuíram para o movimento.
"O mercado ainda é muito vendedor por causa dos juros", resumiu Rodrigo Trotta, responsável por câmbio no banco Banif/Primus.
Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic em 0,50 ponto percentual, para 18,75 por cento. A taxa é a mais alta desde os 19 por cento definidos em outubro de 2003.
Perto do fechamento do mercado, o Banco Central comprou dólares do mercado a R$ 2,570. Mas, logo após o leilão, a moeda norte-americana fechou com declínio de 0,74%.
De acordo com analistas, a tendência de baixa do dólar frente ao real continua, favorecida pelo baixo nível do risco-país e pela ampla oferta no mercado.
"O pessoal tem e quer vender dólar", definiu Hideaki Iha, analista de mercado da corretora Souza Barros, lembrando que no leilão de contratos de swap cambial da véspera a demanda dos investidores foi maior que o total negociado.
Nesta tarde, o risco Brasil, medido pelo banco JP Morgan, cedia 11 pontos, para 393 pontos-básicos sobre os títulos do Tesouro norte-americano.
Segundo Iha, um fator que poderia ter interrompido o movimento de baixa do dólar era o discurso do chairman do Federal Reserve (Fed), Alan Greenspan, no Congresso.
"Mas Greenspan disse que o crescimento e a inflação estão sob controle e o dólar continuou mantendo a queda lá fora."
Para o analista, a aposta de que o dólar pode cair para 2,50 reais não é impossível de ser concretizada.
"(O dólar) tem tudo para cair, a não ser que o BC mude a política. E precisa ver isso logo porque mês que vem tem mais fluxo", disse ele, citando a safra agrícola.
Fonte: Da Redação
Arquivo
