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Acusado de matar gerente do Banco Real teria agido em legítima defesa

Terça, 16 de Março de 2010 18h14
Por Juliana Bandeira, da redação JORNALONORTE.COM.BR

O corretor Wagner Soares, de 40 anos, acusado de matar o gerente do Banco Real, Everton Barbosa, de 27 anos, no último domingo, durante uma discussão de bar ainda não prestou depoimento à polícia, mas seu advogado já antecipou que uma das alegações será legítima defesa.

De acordo com Abraão Beltrão, seu cliente foi espancado por cindo homens, incluindo o bancário morto. Os disparos teriam sido uma forma que Wagner encontrou para se livrar das agressões.

“Antes de efetuar os disparos, Wagner foi espancado. Ele, inclusive, ainda está muito ferido. A família tirou fotografias das lesões que vou anexar ao processo. Meu cliente ainda não prestou depoimento, mas pelo que vi, ele se defendeu das agressões que deixaram lesões em todo seu corpo e no rosto”.

O advogado informou que o delegado responsável pelo caso, Ricardo Rolim, deve marcar o depoimento de Wagner para a próxima sexta-feira, dia 19, no mais tardar.

“Assim que meu cliente for intimado, ele se apresentará para prestar os esclarecimentos. É preciso enfatizar que Wagner não está foragido, nem nada. Está na casa de amigos, se recuperando dos ferimentos sofridos e aguardando até que seja chamado”.

O crime

Everton Barbosa Belmont, 27 anos, gerente do Banco Real localizado na Rua General Ozório, Centro, foi assassinado a tiros de revólver, por volta das 5h do último domingo, dia 14. O crime ocorreu no interior do Bar e Restaurante Nossa Fava, situado na Avenida Vasco da Gama, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. Testemunhas acusaram Wagner Soares de ser o autor dos disparos.

O acusado é corretor de imóveis e também integra o corpo de jurados em um dos dois tribunais do juri da capital.

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