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FPF proíbe palavrões nos estádios durante disputa do Paraibano 2010

Quinta, 04 de Março de 2010 07h47
Por Wellington Sérgio, do Jornal O Norte

Os palavrões e os gestos obscenos estão proibidos nas partidas de futebol do Campeonato Paraibano da Primeira Divisão. Uma determinação que faz parte das normas especiais do Estadual, que se encontra em vigor desde o início da competição.

Para a presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF) Rosilene Gomes, já existe nos estádios um ouvidor e um observador para verificar todos os atos que possam denegrir uma partida de futebol. A punição para os times seria a perda do mando de campo, já para os torcedores a sanção pode chegar à prisão.

De acordo com a dirigente, além dos palavrões, estão proibidas também a comercialização de bebidas alcoólicas, somente em copos descartáveis e a utilização de fogos de artifício pelos torcedores nas arquibancadas. De acordo com a dirigente, alguns estados tem que colocar em prática a decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Fifa.

Segundo ela, falta uma maior conscientização das pessoas, no sentido de se educar e torcer nos estádios, sem a presença dos "palavrões", que de uma certa forma inibe aqueles que não gostam de ouvir. "Existem aquelas palavras que não chegam a ser palavrões, não ofendendo os torcedores que desejam apenas torcer pelos clubes. Estamos fiscalizando e pedindo aos torcedores que colaborem para que os estádios possam receber pessoas de todas as idades, sem infringir o que manda nas normas do Estadual. A equipe também pode sofrer penalidades, caso não respeite os critérios", comentou a dirigente.

Para o Promotor de Justiça do Cidadão Valberto Lira, trata-se de um movimento educativo da CBF, para combater o palavrão nos estádios de futebol. Ele afirmou que é em um documento interno que a Fifa recomenda a entidade nacional para os estados. Ele torce para que as pessoas que vão ao estádio possam evitar as palavras de "baixo calão", que denigrem as autoridades que estão responsáveis pelo espetáculo. "Espero que possamos conscientizar os torcedores da necessidade de colaborar com a campanha", disse Valberto.

Na opinião do comerciante Ademar da Silva, que mora em Jaguaribe, os palavrões decorrem do momento da vibração, enaltecendo a campanha da proibição. "Torço mas com muito cuidado para não afetar as pessoas que estão ao meu lado. Espero que as pessoas possam colaborar com a iniciativa", frisou. Já o estudante Cristiano Cunha, torcedor do Botafogo, ressalta que no momento da raiva e da emoção, os palavrões acontecem sem querer. "Farei o possível para fechar um pouco a boca. Espero que possamos diminuir os palavrões nos estádio."

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